domingo, 31 de outubro de 2010

O maior espetáculo da música no mundo...

O Brasil é a música


A história da música brasileira em todas as suas cores, ritmos e melodias, mostrando que o Brasil é o maior conceito e exemplo do som universal.

Por Antônio Siqueira

















Do final do século XIX até os primórdios deste século XXI, a música brasileira prima pela beleza e gigantesca fusão de ritmos e gêneros. Da modinha ao poperô, há uma diversidade rica e abundante de criatividade e ritmos; a mais fascinante epopéia musicultural do planeta.


MPB: Não é bem um gênero, mas sim um jeito de compor derivado do samba, de rimos nordestino, do jazz e do pop. Seus maiores destaques são Chico Buarque de Hollanda, Gilberto Gil (que como político do poder executivo, ainda é um dos maiores músicos do universo da música), Djavan, Ivan Lins e o Clube da Esquina, capitaneado por Milton Nascimento.


Bossa Nova: Um samba jazzificado, grande responsável pelo prestígio atual de nossa música. O jazz e a divisão rítmica simplificados por João Gilberto se juntaram a talentos como Tom Jobim, Vinícius de Morais, Roberto Menescal e Carlos Lyra.


Choro: Surgiu aqui no Rio, por volta de 1850, como um modo mais “chorado” de tocar polcas. Ganhou estofo com as composições de Ernesto Nazareth e desenvolveu linguagem própria graças a nomes como Pixinguinha. Teve em Jacob do bandolim um gigante.


Sertanejo: Até os anos 40, tudo que não era samba recebia carimbo ‘regional”, fosse embolada, toada, calango ou baião. Hoje o termo se aplica às vertentes mais “comerciais” da música, cuja  base vem das modas de viola e de ritmos indígenas como cururu e cateretê.


Baião: Surgiu dos acordes do repente, estilizados por Lauro Maia nos anos 30, que chamou o estilo de balanceio. Luiz Gonzaga deu contornos definitivos ao gênero e o tornou famoso nos anos 40, ao lançar a canção manifesto “Baião”. A partir dos anos 70, o nome que prevaleceu foi forró, que compreende também coco, xote e xaxado.


Jovem Guarda: O pop/rock internacional mete o pé na porta do mercado brasileiro e, disfarçado de ingênuo modismo adolescente, cai como uma luva para as pretensões políticas da ditadura militar e, de quebra, explode como fenômeno pop daquela época. Influenciou gerações e mais gerações. Até hoje!


Brega: Filho da Jovem guarda, só que a de Vicente celestino e de vários boleristas. Confundiu-se (como tudo no Brasil), com o pop, reinou nas paradas e influenciou vários segmentos. Define hoje um subgênero paraense.


Frevo: nasceu da marcha-polca e manteve-se basicamente restrito a Pernambuco. Virou tradição no carnaval baiano com Dodô e Osmar e acabou entrando na receita do axé music.


Tropicalismo: O corte que abriu a cabeça da MPB para influências pop/rock, promovendo também a revisão de gêneros populares como o brega. Respaldada pelo sucesso das obras de Caetano e Gil, a atitude tropicalista funciona como revolução permanente, estejam seus principais artistas no establishment ou não.


Rock: Começou tímido nos anos 50 e foi engolido pela jovem guarda e pela Tropicália. Nos anos 70, deu um salto qualitativo com Rita Lee, Raul Seixas e grupos do bom progressivo brasileiro como O Terço, A Barca do Sol, O som Nosso de Cada Dia entre outros. Foi quase deglutido pela MPB a partir de trabalhos como os de Secos & Molhados, Novos Baianos e Alceu Valença. Nos anos 80, ressurgiu com Lulu Santos, Paralamas, 14 Bis, Barão Vermelho, Ira, Titãs e Legião Urbana. Desde então, se desenvolve em múltiplos subgêneros.

 Samba: O ritmo mais importante do país, adotado como símbolo nacional e difundido com apoio oficial a partir dos anos 30. Nasceu dos batuques africanos e tomou forma no final do século IXX, nas casas das “tias” baianas da praça onze, no Rio. De lá, levado por Sinhô, chegou aos salões. Pelas mãos de Ismael Silva e outros, subiu os morros. Noel Rosa, Ary Barroso e Ataulfo Alves fizeram o estilo ganhar o mundo e viver sua chamada “época de ouro” na voz de interpretes como Carmem Miranda e Orlando Silva. Até os anos 50, evolui em vertentes como o samba sincopado (de Geraldo Pereira e Wilson Batista), samba-choro ou samba de gafieira, e o samba-canção, antes de desaguar na bossa nova e nas fusões de Jorge Bem Jor. Só que nos anos 80, renovou-se em forma de pagode e prestou-se a misturas de pouco bom gosto com o pop, a MPB e a música eletrônica.


O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito. Isso se catalisa na cultura, nas arte, essencialmente na musica...e o Brasil é a música de todos os povos, de todas as raças, segmentos e etnias.





Choro Bandido - Tom Jobim, Chico Buarque e Edu Lobo





Selo Editora Quantum 38 x 71

8 comentários:

Anônimo disse...

Quie texto foda, Antonioni! Só um musico carioca excelente como vc para ter essa visão. Abraços, amigo!

Wellingnton Sá

Anônimo disse...

Texto maravilhoso de quem sabe o que fala e escreve.

André

Antonio Siqueira disse...

Queridos, a música brasileira ainda é o maior espetáculo da terra.
Grato pela visita!

Celso Lins disse...

Esse artigo é muito bacana. Ele é rápido e aborda a diversidade louca que é a música da nossa gente. Parabéns, brother!

Magda disse...

O vídeo é um primor também, querido. Nossa musica é riquíssima, mas anda pobrinha de qualidade atualmente.

Beijão cheio de saudades de todos vocês

magda camila

Anônimo disse...

Que massaroca esse post, brother!!!
Cantemos o Brasil!!!

Luiz Claudio

Dayana disse...

Musica brasileira, musica do mundo!

Anônimo disse...

Bela explicação, sem contar o exemplar escolhido como trilha, dos mais belos do nosso cancioneiro. E nossos heróis não morreram de overdose!

Vitor Pavezi

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