quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Com a palavra...

De Heavy Metal, Essências e Headbanger Soul
Por Silvia Schroeder
















Contra todas estatísticas e expectativas familiares conheci e me apaixonei pelo Heavy Metal. Reservo-me a irresponsabilidade de dizer que a maiorias dos fãs se tornaram headbangers contra todas as probabilidades sociais. Pequenas sementinhas da discórdia como aquela plantada pelo Black Sabbath em 1970. O estilo nasceu, cresceu, se multiplicou e tornou imortais diversos deuses do metal! Não há pra onde correr Iron Maiden's gonna get you no matter how far...
 
Pois bem, desde Black Sabbath incontáveis bandas, de incontáveis nacionalidades criam um som simplesmente fantástico e graduam as vertentes do Heavy Metal. Em 1985, quando o trash metal passou a ser a nova paixão de muitos músicos, Dave Mustaine juntou sua bunda chutada pelo Mettalica e criou a vingança mais genial de todos os tempos: o Megadeth



Megadeth: Heavy metal de essência
Com Killing is my business...And business is good”  o Megadeth nocauteou a todos com “um album de heavy metal muito agressivo” como afirmaria anos mais tarde.




Ao longo dos anos, evoluindo disco após disco, o Megadeth alcançou a glória junto à crítica com o mais recente álbum End Game. Não era pra menos; Mustaine, que sempre se manteve respeitoso às suas origens e paixões musicais, colocou toda sua concentração e produziu um som simplesmente fodástico (licença poética de uma fã entusiasmada!)


Neste ano de 2010, o Megadeth comemorou os 20 anos do lançamento do genial Rust in Peace com uma turnê em diversos países, inclusive no Brasil, ganhando platéias e sendo “ganhado” pela paixão tupiniquim pelo Heavy Metal de qualidade!

E escrevendo como uma headbanger iniciante, mas já irremediavelmente arrepiada pelos riffs agressivos, garanto que não há alma que não se lave em um concerto de Metal. Contagiados pela loucura e pela sede de liberdade, não há mãos que se levantem, imitando Dio até onde os olhos podem ver...
In denim and leather, we were all part of one force, knocked Rock and Roll on its ass and put metal on the course.






"Paraísos artificiais"
Silvia Schroeder


Grandes flores brilhantes de plástico
Tecidos divinos
Pinturas proibidas
tiradas de um livro de idéias
Do ócio, serotonina 
Da ação, adrenalina
Na sua boca, chocolate
No laboratório, olhos abstratos
Tecla, tecla, tecla...
Por que batem tanto nela?
na mesma compulsiva tecla...
Hipócritas, hipócritas, hipócritas
Por que não adotam o silêncio?
(um eufemismo educado)
Da sua 
eletricidade

o Jardim Suspenso artificial
Do paraíso simulado pela química cerebral
o amor, o ódio, a empolgação...."




Bio: Silvia Schroeder é estudante de Ciências Contábeis, tem 21 anos, é paranaense do interior, escritora de fim de noite, headbanger de carteirinha, aspirante a contadora pelo amor ao sarcasmo!


 Megadeth - Symphony of Destruction





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10 comentários:

Silvia disse...

Ai que orgulho!!! haeuaheua

Celso Lins disse...

Uauuu, a Silvinha saca da coisa! Parabéns pela bela resenha, querida!

Beijão

Celso

Anônimo disse...

Bravo...Bravíssimo!

Marcos Vinícius

nuria akemi disse...

essa é a minha tia *-* que orgulho! e é ela a responsável pela minha salvação õ/
adorei o post flor, ficou tesão

Dayana disse...

Lendo esse texto, viajei nos meus tempos de conservatório e grandes jornadas para assistir grandes concertos. O Megadeth mobiliza uma gama enorme de jovens aqui na Alemanha. Dá saudade de quando, raramente, acontecia um grande concerto no Brasil. Era mochila nas costas e uma disposição incomum de passar dias ao relento por algumas raríssimas horas de som pesado. Muito legal, Silvia.

Dayana

aristides disse...

que orgulho da minha gata!!! hauahuah ... Exelente texto, o Megadeth é hoje com toda certeza o que o Iron Maiden foi para os anos 80, como o Black Sabbath nos anos 70 e como foi o Sepultura pra mim no meio dos anos 90, uma incontável chuva de riffs e atitude que contagia e torna ogro o mais nobre coração! Fight for freedom, fight authority
Fight for anything, my country tis' of me ...

Se Lemmy é o rei, Mustaine é o príncipe!!!

Magda Camila disse...

Que post mais gracinha esse! Muito bom, Silvia. Tornou-se sócia deste blog totalmente cult?
Abraços
magda camila

Antonio Siqueira disse...

Silvinha Leticia Schroeder é uma talento muito jovem, na flor dos seus 21 anos, brotando criatividade por todos os poros. É a gata do Eric, meu "Revolucionário Preguiçoso" mais combativo. É gente nova contribuindo para chutar para longe um marasmo ideológico doentio e sem graça. Vivamos e deixemos viver....obrigado, Silvinha, obrigado Eric! A casa é de vocês.

Antonioni

Silvia disse...

Brigada, brigada, brigada!! Hauahaua
Nem sei o que dizer. Na verdade, como já disse antes, pros meus olhos esse post tem um significado imenso!
E tamos aí!
Heavy Metal, porra caraio porra!hauahau

Ana Lucia Franco disse...

Não estou por dentro do assunto, mas o texto grudou nos olhos e despertou o interesse.

abrs

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