terça-feira, 24 de junho de 2014

Que venha o Chile!




Foto_Reuters


















Brasil quase se complica, coma  determinação de Neymar e Oscar, Brasil goleia, é primeiro do Grupo e espera o Chile nas oitavas de final, no Mineirão para deleite dos belo-horizontinos. 



Por Antonio Siqueira

 Articulista
há 25 anos atras
Uma homenagem
 aos seus grunges cabelos


 
















A globalização que os países desenvolvidos empurraram goela abaixo dos países subdesenvolvidos acabou sendo uma farsa, apenas mais uma tática de dominação. Só houve realmente globalização positiva no futebol. Por isso, desde os tempos de João Havelange a Fifa tem mais países associados do que a ONU, tornando-se a maior organização do mundo, não há dúvida. E a globalização do futebol, esporte mais jogado e importante, fez com que a Copa do Mundo não tenha mais times sem chances. A verdade é que não há favoritos, nenhum jogo está decidido por antecedência.

As três partidas doa Seleção do Brasil demonstram essa realidade de que todo jogo de Copa pode ser pau a pau. O Brasil ganhou da Croácia, mas poderia ter empatado ou até perdido. Contra o México, foi um empate que poderia ter sido vitória ou derrota. E agora há pouco, contra Camarões, a mesma coisa. E não se diga que a seleção brasileira é fraca, porque isso não é verdade. É uma equipe excelente com um ponto fraco, apesar da força física chamado Hulk. O que a "cisma" de um técnico já explica desde de o alvorecer da cultura do futebol. Quem não lembra de o genial Telê Santana, seguir mantendo Serginho Chulapa, o insano goleador do São Paulo FC e o inconstante Waldir Peres, e guardar na sua reserva, um Raul Plasman no auge da forma e um Roberto Dinamite artilheiro do Campeonato Brasileiro daqueles ultimos anos e no auge de sua forma?



Neymar, sempre ele
Foto_Reuters
Neymar continua fazendo a diferença. No primeiro tempo, o Brasil ficou na frente, em 2 a 1, mas o resultado poderia ter sido empate. Camarões tem um grande time e jogou sem medo contra o Brasil, que depois de sofrer o gol, ficou meio apático, sentiu o golpe, como se diz no boxe. Mas Luis Gustavo roubou aquela bola na lateral esquerda e deu um passe digno de Gerson, para Neymar completar magistralmente, e lá vamos nós.

No segundo tempo, demos muita sorte no começo e David Luiz meteu de curva para Fred acordar de seu sono letárgico, resolver, finalmente, TRABALHAR e cumprimentar o goleiro, ALIAS, O QUE SOBRAVA DELE EM POSICIONAMENTO. Brasil 3 a 1, é hora de ter calma e ganhar tempo. E o jogo seguiu pau a pau, até Oscar roubar uma bola na intermediária, fazer uma tabelinha e servir Fernandinho, que entrou bem na partida e fez um belo gol de bico, no estilo celebrizado por Romário e Ronaldo, Ex Fenômeno. Brasil 4 a 1, fecha a conta e vamos agora encarar outra pedreira, o Chile, em Belo Horizonte.

Brasil e Chile, mais uma partida sem favoritos, como todo os jogos desta Copa globalizada. Que o Sobrenatural de Almeida e o juiz ladrão se façam presentes,  é o que esperamos, porque não podemos perder esta taça, aqui dentro de casa. Que venha Chile, que gane el mejor!



Raça Sulamericana

As classificações antecipadas de Chile e Colômbia e a vitória, na bola e na raça, do Uruguai sobre a Inglaterra reafirmam as qualidades das seleções sul-americanas, ao contrário do que ocorre com os times. A maior razão é que quase todos os titulares das seleções atuam fora de seus países. Costa Rica, a grande surpresa do Mundial, não é da América do Sul, mas também é da América Latina. Por ser no Brasil, aumenta o número de torcedores sul-americanos na Copa. Todos, e mais os jogadores, se sentem em casa. Crescem o entusiasmo e as chances de vitória.

Tenho uma antiga impressão de que os sul-americanos possuem mais gana, orgulho, de atuar por suas seleções do que os europeus. Uma das razões talvez seja pela maior pressão e maior apelo patriótico. Há também um oculto (ou claro) desejo de autoafirmação, de mostrar ao mundo que estamos atrasados em muitos aspectos, mas que, no futebol, somos mais apaixonados e melhores.

Os argentinos invadiram Belo Horizonte. Contra a Bósnia, Sabella percebeu que é melhor jogar com três atacantes e que, se precisar reforçar a marcação contra grandes seleções, a solução é, em vez de três zagueiros, trocar um dos atacantes (Higuaín ou Agüero) por mais um armador pela direita, e formar, com os dois volantes e Di María, pela esquerda, uma linha de quatro no meio-campo.

O volante Gago, que entrou no segundo tempo, apesar de ser lento e desarmar pouco, tem um ótimo, rápido e preciso passe. Isso facilita para Messi receber a bola, antes de ser atropelado pelo marcador.
A Alemanha também joga hoje. A equipe tem um excelente meio-campo (Kroos é o melhor), mas os laterais são fracos (se Lahm atuar de volante), além de ter apenas um atacante veloz, finalizador e que entra muito na área (Müller). Özil e Götze são habilidosos, criativos, mas finalizam pouco.




Eles também curtem um crime baixo.


Quase cem estrangeiros que vieram para a Copa já foram detidos por crimes de todo tipo: furto por colombianos, tentativa de estupro por argelinos, traficante mexicano, traficantes norte-americano e inglês, corruptor francês, invasores do Maracanã chilenos e por aí vai.

Durante a Copa da Itália, em 1990, o companheiro Hélio Fotógrafo, de Betim, foi vítima de furto e calote de brasileiro, e pior, mineiro, conhecido dele, de muitos anos, porém que vivia em São Paulo há décadas. Sujeito bom de lábia, abusou da boa fé do Hélio, que teve de engolir o prejuízo. Nunca mais o viu nem sabia do seu paradeiro. Na época, o repórter Paulo Roberto Pinto, testemunha dos fatos, e experiente em outras Copas, fez um alerta ao Hélio que nunca me esqueci: “Numa Copa estão os melhores, inclusive os bandidos”. 

*Nota do blog... Curtíssima: 
O mundo anda podre demais, esqueçam o Brasil e olhem para vocês, para suas mazelas e estorvos mais íntimos


*Nota mais ampla do Arte Vital:

Por erro ou por inspiração patriótica de alguém, de repente, logo depois do hino nacional, aparece, toda inteira, no telão, a cara dela. E uma vaia incontrolável, uníssona, bravíssima, irrompe no estádio inteiro. Depois, outra vez, mais outra vez, várias vezes. E lá no fundo da tribuna de honra, atrás do gringo da Fifa e do vice Michel Temer, a televisão mostrou aquela mulher, antes tão enérgica, de repente humilhada, amofinada, escondendo as envergonhadas mãos. E a multidão, até então eufórica, esfuziante e civilizada, surpreendentemente apelou. Começou a gritar-lhe insultantes e ritmados palavrões, o que jamais havia acontecido no pais com tal fúria.

Era mesmo para agredir. Como se o macaco Adalardo lhe tivesse arrancado o dedo.
Nos dois governos de Lula houve vaia no Maracanã, mas vaia comum, apoteótica mas civilizada. Dilma também já foi vaiada. Mas politicamente. Agora, não. O PT tanto abusou, tanto enfiou as mãos nos cofres públicos, Dilma tanto mentiu que o país perdeu a paciência. Acabaram-se as considerações. Esse rancor não é brasileiro. É filho do PT.


Hoje tem música e é Rock'n Roll

4 comentários:

Anônimo disse...

é isso aí: mostra a Copa mas com a verdade estampada pra esses filhos da puta (com o perdão da má palavra) não se alienarem mais do que já estão alienados e vendidos (povo maldito!)
vamos ver como vai acabar este circo.

Marcelo - Rio

Celso Lins disse...

O Brasil vai enfrentar, novamente, o Chile nas oitavas de final. A avalanche chilena foi bloqueada pela forte defesa da Holanda. Vidal, melhor jogador chileno, fez muita falta.
Em janeiro de 2010, estava de férias no Chile. Conversei com um taxista indo para o terminal de ônibus de Cale Cale, Valdívia,. O homem estava encantado com sua seleção, falei que era brasileiro.
Falei a ele que, provavelmente, a equipe chilena enfrentaria o Brasil nas oitavas de final e que, para o Brasil vencer, bastaria jogar bolas na área para os grandalhões, contra os baixinhos chilenos.
Assim, saiu o primeiro gol, ontem, da Holanda. O taxista não gostou, ficou muito puto. Tentei consertar, mas já era tarde. Foi o que aconteceu na Copa de 2010, repetindo 1998.
As chances do Brasil agora são maiores, o que não significa que já está tudo definido nessas próximas partidas. A história conta o que ocorreu.
Na frente, continua tudo escuro. Sei lá...até imprevisto se dependermos de Neymar.
Gostei da foto do escriba há 25 anos.

Antonio Siqueira disse...

É exatamente isso, professor!

Celso Lins disse...

Com os resultados que consegui ver hoje, se o Brasil passar pelo Chile, pegará Uruguai ou Colômbia em BH, é isso?
Uruguai é sempre uma sombra, imagine numa Copa aí no Brasil.

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