segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É preciso coragem para encarar o destino de outras viagens musicais

   

 Por Antonio Siqueira




Nonato Buzar:@arte_antoniosiqueira
Ele compôs músicas para trilhas sonoras de novelas da TV Globo, com destaque para 'Irmãos Coragem' (com Paulinho Tapajós), tema de abertura da novela homônima, 'Assim na terra como no céu' (com Roberto Menescal e Paulinho Tapajós), da novela homônima, 'Verão vermelho', tema de abertura da novela homônima, e 'O homem que deve morrer (com Torquato Neto), tema de abertura da novela homônima, além de outras canções para as novelas 'O cafona', 'Minha doce namorada' e 'Anjo mau'. Ainda para a TV Globo, trabalhou nas trilhas sonoras dos programas 'Ch'ico City, 'Brasil pandeiro' e 'Saudade não tem idade'. Para o cinema, compôs músicas para 'O donzelo', de Stefan Wolff, e 'Aventuras de um detetive português', de Stefan Wolff e Raul Solnado. Teve composições gravadas por Maysa, Adriana, Elis Regina, Alcione, Elizeth Cardoso, João Nogueira, Nana Caymmi, Rosinha de Valença, Luiz Gonzaga, Cauby Peixoto, MPB-4, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Sílvio César, Nélson Gonçalves, Ivan Lins e Milton Nascimento, entre outros. O compositor Nonato Buzar partiu para outras viagens musicais.

     Buzar partiu para compôr a trilha sonora do céu dos grandes musicistas. Ele deixa um livro de crônicas, "Planeta Neus", ainda a ser publicado, dois filhos (Maria Morena e Francisco Eduardo) e um neto, Arthur, de quatro meses.




Peri Ribeiro, Ricardo Cravo Albim e Nonato Buzar

















     

      Faleceu ontem, aos 81 anos, de falência múltipla de órgãos depois de passar 15 dias internado devido a uma pneumonia. Fiquei sabendo por um amigo não menos celebre. Mano Melo, escritor e poeta carioca descreveu um sonho intuitivo: "Estava dormindo agora à tarde, e sonhei que estava indo à praia, junto com dois amigos. As ondas estavam muito fortes. Então em dado momento sentíamos a falta de um dos amigos, não se especificava quem fosse. Ficávamos pensando se a onda forte o havia levado. Acordei muito preocupado cm este sonho ruim. Então, de imediato, o telefone tocou e era o Popó, um amigo maranhense me perguntando se eu sabia do Nonato Buzar, porque ele havia recebido a triste notícia, queria confirmar comigo. Estou muito abalado." Contou Mano e sua página em uma Rede Social.


A música e a literatura brasileira estão de enlutadas e mais pobres em termos de criação. É o ciclo do tempo.


Nonato Buzar - "Irmãos Coragem"







4 comentários:

Antonio Jorge Mendes disse...

Foi um final de semana de muitas perdas para a ARTE ......... Também se foram Eduardo Coutinho e Phillip Seymour Hoffman ......... E o dois de de forma tristemente absurda ......... Cada vez mais me convenço que essa história de que ninguém é insubstituível é pura balela

Anônimo disse...

Perda irreparável!
Ele escreveu uma das páginas mais importantes da história das trilhas musicais.

Eloy

Anônimo disse...

O Brasil está há meses chorando essas perdas artísticas.

B.

Celso Lins disse...

E vamos ficando órfãos...e as catástrofes se renovam!

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