quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Uma foto repleta de saudade


No tempo da beleza
Por Antonio Siqueira


Foto Histórica


     

        Se foi uma era de ouro ou não, o leitor ilustre responderá, talvez com mais propriedade do que o blogueiro que humildemente interage por estas linhas. Mas ninguém há de negar que a história da Musica Popular Contemporânea está registrada nesta foto histórica em duas gerações de notáveis interpretes, compositores e instrumentistas. O ano: 1965. A foto foi tirada na casa de Vinícius de Moraes, há 47 anos e não há muitos detalhes sobre o que ocorria neste evento; provavelmente essa galerinha estelar estaria reunida mesmo para fins etílicos. Este registro rodou pela internet em Power Point e acabou nos arquivos do blog; ontem, revirando algumas pastas antigas, achei esta preciosidade e resolvi publicar. Não sei quem fotografou este momento, deixo para o visitante pesquisar e aguçar sua curiosidade; porém, listo aqui as pessoas que ali estão:

Lenita Procynska
Edu Lobo
Tom Jobim
Torquato Neto
Caetano Veloso
José Carlos Capinan
Paulinho da Viola
Sidney Miller
Elmir Deodato
Olivia Hime
Helena Gastal
Paulinho da Viola
Luis Eça
João Araujo
Dori Caymmi
Chico Buarque
Francis Hime
Nelson Mota
Vinicius de Morais
Dircinha Batista
Luiz Bonfá
Tuca
Braguinha
Jandira Negrão de Lima

        Depois veio a ditadura e grande parte destes fantásticos artistas criaram seus maiores clássicos. Vieram a abertura democrática, as eleições diretas, o rock nacional, o Plano Cruzado, O fusca do Topete, a era Collor, o PT dos grandes lameiros politico-sociais e institucionais... Alguns destes gênios morreram, outros se calaram, muitos se venderam ao Global Sistem of the living dead, A Grande Máquina de Mortos Vivos. Vieram  a lambada, o axé, o pagode, o funk, o Bolsa Dendê e o resto ... Bem, o resto você já sabe.




3 comentários:

Anônimo disse...

O resto está aí, graças às politicas pífias de desenvolvimento educacional e esta globalização infeliz.

A foto é o máximo!

Luana - BH

Márcia Cristina disse...

Amei a foto!!!...
E a música então...nem se fala!!! ;) <3

Anônimo disse...

Bons tempos! Do metal que o valha, também não sei. Sei que é mais, fácil lembrar do passado, inda mais dos meus 18, 20 anos. A foto ao invés de envelhecer-me, renova-me, e remete-me aos livros que lia naquela fase. Os de Malba Taham, por exemplo pseudônimo do professor e escritor Julio César de Melo e Souza, e uma das histórias era a "do bom mas, não muito; e se mal, mas, não muito". E assim vejo a revolução, ou melhor o golpe, e o que depois se sucedeu até hoje. Ou não é?

Postar um comentário

Diga-me algo