segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Um poema ainda existe


O 'Meta Amor
Por Antonio Siqueira
















O amor não é uma vitrine exposta ao acaso
Não é um produto em demanda contínua para deleite de corações vaidosos
Não é objeto, não é o capricho exacerbado, não tem endereço fixo
O amor não se copia
Tampouco se cola quando quebra
O amor não se interrompe,
Por que se acaba, nunca foi amor
É luz natural
É luz própria
Diria que o amor nasce num horizonte e morre no outro
Sem nuvens negras
Sem geadas, sem fenômenos incompreensíveis
O amor é amor por que é simples
Desconhece futilidades
Sofisticações inúteis
Frivolidades
É compreensível
É amigo
E quer bem
O amor presta-se a múltiplos significados
Múltiplas línguas
É universal como o sol
E acompanha a lua em suas fases, até na escuridão
O amor é afeição, compaixão, misericórdia
É a mão que te ampara
É a boca que te beija
O amor é ávido e pode sentir desejo
Pode ser puro.
O amor é a casa do poeta
É sal, é terra, fogo, água, ar
É o vôo
O amor deveria viver só
Único, belo, adorável, irmão, amante
Infinito ou não;
Se projeta para o futuro e pode ser dois
Nasce e morre amor


@image - Dayana Fontenelle


4 comentários:

Anônimo disse...

Você se superou!!!

Luana - BH

Silvia Schroeder disse...

Lindo poema, linda imagem!
Ah se todos pudessem compreender que o amor é o desapego, que o ser amado não é objeto de desejo, mas sim um outro indivíduo com quem se aprecia dividir a estrada...o amor quando completo é simples sim, como você disse, e nos faz querer exclusivamente a elevação de espírito de ambos, sejam pais, mães, primos, amigos, namorad@s...
O amor tem sabor de sazon..hahah

Dayana disse...

O amor é isso tudo sim, meu amigo; sem tirar nem pôr. E o mais fascinante foi ver que você postou a minha gravura para ilustrar essa obra-prima. Eu chorei...^^ Eu adoro você, a nossa amizade de quase 30 anos e tudo que você representa.

Day

Anônimo disse...

Só quem ama descreve o amor de uma forma tão bela e real.

Drica

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