segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O gênio da música pop, 17 anos depois, desembarca para três shows no Brasil...

Ele está entre nós  
Por Antônio Siqueira
















O eterno Beatle, o compositor que mais vendeu e ganhou direitos autorais na história; o maior fenômeno da musica, longeva e sonoramente; o homem mais popular da musica pop em cinqüenta anos de uma carreira irretocável e que fundou, juntamente com John Winston Lennon, a banda que foi o abre alas para todos os segmentos da musica moderna, não só da musica pop, mas de todos os gêneros e subgêneros: The Beatles. O grande boom da musica contemporânea, o qual ele ainda alicerceia e eterniza com sua marca inconfundível. Sim, ele está novamente entre nós: Sir Paul McCartney, que fez ontem um memorável show em Porto Alegre, num lotado Estádio Beira Rio e tocará nos dias 21 e 22, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, 17 anos depois da sua ultima visita ao país.

Não só o eterno beatle, mas o compositor mais aclamado do planeta musica, Paul tem sua verve própria e junto com John Lennon criou 90% do que os “besouros” produziram, com ou sem lendas urbanas (muito comuns numa década sessentista, na qual o mundo ainda engatinhava em tecnologia de comunicação), com ou sem distúrbios e conflitos internos; sua obra está aí, magnífica! É o maior legado que se tem noticia até hoje na musica mundial. Basta dizer que em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. McCartney teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, vinte das quais junto com os Beatles. Como os outros três membros da banda, McCartney foi agraciado, em 1966 como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro dos Beatles a ostentar o título de "Sir", honraria que lhe foi concedida pela Rainha em 1997. O título de Sir é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a "Cavaleiro do Comandante do Império". Frescuras que não contam no padoxal e prosaico universo da musica, mas que demonstram a sua importância no contexto da terra em que o rock foi reinventado. E ele, o mais musical  do quarteto, com simpatia e alegria contagiantes, incluiu o Brasil na sua turnê onde comemora cinqüenta anos de carreira musical e setenta anos que parecem não ter passado.

Os Beatles foram um verdadeiro laboratório de influencias e pesquisas que iam da musica eletrônica à canção folclórica, da musica oriental às mensagens existenciais de suas letras, que comunicavam uma visão filosófica do desconcertante cotidiano existencial. Na segunda metade da década, em LP’s que se transformaram marcos históricos, como Rubber Soul (1965), Revolver (1966) e, principalmente, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). Eles inauguraram a era do experimentalismo eletrônico na musica pop. Sgt. Pepper’s fundiu a cuca de críticos e músicos daquele tempo e não tardou para que suas tendências  entranhassem e influenciassem nos trabalhos de outros artistas. No Brasil, a beatlemania teve uma motivação e um saldo positivo, inspirando artistas baianos e, de forma épica, um certo grupo de mineiros inspiradíssimos nas décadas de 1970 e 1980.

Com o fim da banda, que teve diversas especulações, mas que na realidade foi a velha guerra de egos, cada um deu seu vôo solo. Lennon vinha com uma carreira consolidada e consagrada, até ser assassinado com quatro tiros por um lunático chamado David Chapman, que tirava plantão em frente ao Edifício Dakota, onde ele morava em Nova Iorque, esperando a hora de matar parte do sonho de uma juventude e destruir um dos maiores gênios musicais que já surgiram.

Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, Paul escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos (Paul é um multi-instrumentista fantástico) e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com a primeira mulher Linda fazendo os vocais de apoio. O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim McCartney conseguiu fazer sucesso com as belíssimas "Maybe I'm Amazed" e "Every Night". Em 1971, McCartney lançaria o compacto Another Day, que simplesmente explodiu. Ainda no mesmo ano, junto com Linda, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, John Lennon como na canção "Too Many People". Não tardaria para John replicar com a canção "How Do You Sleep?" atacando McCartney. Meras baixarias que, na realidade, não passavam de jogadas de um markenting desnecessário, pois a qualidade e a aceitação do trabalho de ambos se nivelavam muito acima desses clichezinhos medíocres. Paul e Lennon eram estratosféricos.

Depois vieram Band on the Run, eleito o disco do ano, apresentando hits como Jet e a faixa-título,  já com a banda Wings; Venus and Mars, Wings at the Speed of Sound com a canção "Silly Love Songs", em resposta a provocação de John Lennon em "How dou you sleep?" do álbum Imagine; uma turnê mundial que originou o álbum  Wings Over America. Em1977, a canção "Mull of Kintyre" se tornou o grande sucesso de Paul McCartney em parceria com Denny Laine. London Town, seu disco mais vendido que trouxe o sucesso "With A Little Luck";  Back to the Egg , um épico álbum que contou com a participação de Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin) nas canções "Rockestra Theme" e "So Glad to See You Here" e McCartney II, com ênfase em sintetizadores ao invés de guitarras. A maravilhosa "Coming Up" atingiu o segundo lugar na Inglaterra e primeiro nos Estados Unidos., e a não menos bela "Waterfalls" foi outro Top 10 da revista Rolling Stones. Tug of War, de 1982, marcou a reunião com o produtor dos Beatles, George Martin, e com Ringo Starr. McCartney cantou neste álbum em dueto, com Stevie Wonder, "Ebony and Ivory" um dos maiores hits de sua carreira. No mesmo ano, Paul gravou uma canção com o megastar pop, na ocasião um emergente nas paradas, Michael Jackson ("The Girl is Mine"), que foi lançada no álbum de Michael, Thriller.

E vieram outros e mais outros êxitos comerciais que rederam valores astronômicos ao musico mais rico do mundo, dono da maior fortuna da Word Music. Um divorcio de Paul rendeu mais de 1 bilhão de libras esterlinas por causa de uma pulada de cerca. A pobre mocinha ainda recebe uma pensão que nem vem ao caso especular. Paul é a musica e experimentou de tudo nesta mesma musica. Culturas de diversas sonoridades, clássicos, folks, blues, jazz, para depois rotularmos de pop experimental. Musica não tem rotulo ou gênero específico, musica é universal, mas nós que escrevemos sobre ela, sentimos essa obrigação tribal de seguir clichês, se quisermos sobreviver.



Hey Jude - Paul McCartney & Elthon John






Editora Quantum 480 x 60


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28 comentários:

Magda Camila disse...

Madrugando para mais uma ida a São Paulo, uma checada nos e-mails e o aviso de mais uma atualização, de mais uma postagem do melhor blog que sigo. Acabo não lendo coisas que deveria ler por que encontro uma matéria tratando da vinda de um de meus grandes ídolos ao Brasil. Acho que é uma nota simples sobre a turnê desse monstro sagrado e, de repente, me vejo mergulhada numa saborosa e divertida viagem. Acabei de imprimir para ler mais no avião. Para mim foi um presente, meu adorado amigo. Desculpe a pretensão.

Um beijo de gratidão

magda camilla

Anônimo disse...

MAGNIFIQUE PAUL!
Amadorei seu blog todinho.

Maria Angela

Anônimo disse...

Cara, meu aniversário é na sexta-feira, não tenho como ir ao show de forma alguma. Então,traga seu violão aqui no 201 e me presentei-e com Let Be, cara! Você toca e canta demais esse som! Está feito o convite. Boa demais essa matéria, baixei o vídeo da Casa Branca, por que Steve Wonder na causa é um pouco demais para o meu coração

Boa segunda

André

Adriana Karnal disse...

poxa, não fui no show ontem...nos primeiros dias os ingressos já estavam esgotados. Mas ouvi os melhores comentários...vc escreve muito bem.

Editora disse...

Olá,
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Anônimo disse...

Eu queroooo!
Será que dá tempo de arrumar grana? Arrumar os trem e ir pra sumpaulu? Sonha Luana!...eita!
Pelo menos o meu irmãozinho mais velho carioca nos brindou com esse excelente artigo.

Luana BH

Anônimo disse...

Paul é eterno!!!

Martha Sandroni

Julio disse...

:-))Demais!

Anônimo disse...

O texto aqui ficou excelente e o "senhor" nem viu o jornal impresso com as ilustrações do B. Levo aí para você. Lhe admiro muito, meu mais ilustre colaborador. Obrigado sempre por me socorrer em horas difíceis.

Claudio Cunha da Motta,editor e jornalista do Jornal ATUAL.

Anônimo disse...

Ah esse vídeo, meu querido!
Sem palavras. Só lendo de novo, agora ao som de "Ebony And Ivory"

Eloy Castilho

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Mesmo não podendo ir ao show, tem sempre um especialzinho na tv e dizem que será gravado um DVD da turnê, não é primo? Bom ler aqui as histórias que você conta de maneira tão feliz e arrebatadora. Te amo, meu querido. Ando com saudades demais de você e todos aí. Beijo.

Cristina Maria

Anônimo disse...

O que dizer desse blog, cara? Paul não vem ao Rio como em 1993, poxa vida! Te encontrei no maraca lotado, cara...pô! Esse som que tá rolando, "No word"! Esse texto...deixa eu terminar minha leitura acompanhado da minha insonia e em priscas muito licérgicas. Lembrar daquele sábado de um novembro de 1993.

Bom passar por aqui, vou seguir essa bagaça!!!!

Yé Yéééé!!!

Luiz Claudio

baroni disse...

muito bonito, show!

Anônimo disse...

Querido amigo

Estive na versão antiga do seu blog, naveguei, re-li comentários antigos meus e as discussões sobre musica e politica que aconteciam lá, até que percebi,lesada que sou, que você havia migrado o espaço para cá. Olha, ficou lindo!

Eu andei distante da internet por conta de alguns aborrecimentos que,inclusive,lhe contei pessoalmente dia desses. Essa música do Paul McCartiney me lembra aqueles momentos em que todos dançavamos coladinhos nos bailes do colégio,lembra? E você nunca estava no salão, por que geralmente era o nosso DJ.

Antonio, dê sinais de vida, mas preferencialmente, em carne e osso, please?

Beijocas dos seus eternos amigos

Adriana Silva & Marcio Silva

PS: O Marcinho já está com 9 anos!

Celso Lins disse...

No domingo, um amigo nosso em comum começou uma discussão sobre quem era mais genial: Paul ou John? Ora, não seria nem viável discutir isso, mas existem fatos reais como o de que Yesterday é só do Paul e o John só assinou por conta de cláusulas contratuais da banda com a Apple Records,coisa até que vc nem mencionou no artigo, por sinal muito bem escrito e que descreve bem e em poucas linhas a trajetória desse respeitável musico. Não só Yesterday,mas vários hits de sucesso que não vale enumerar.

A musica pop deve e muito a Paul McCartiney; se não for pela qualidade, pela ruptura e revolução de vários gêneros ali presentes. Parabéns Paul McCartiney! Parabéns ao Arte Vital por abordar tão bem essa data importantíssima para a musica.

Anônimo disse...

Salve Paul McCartiney, 70 anos de muito som!

ANJL

Anônimo disse...

Salve P.M, 50 anos de muito som!

ANJL

Daniela rocha disse...

Parabéns por ter escrito tão belo texto, extraindo a vida de PAUL depois de sua passagem pelos BEATLES!!! Muitos só o lembram enquanto integrante do "quarteto"...

Belo texto,belo video!!!

Viva Paul,um gênio musical!

Beijos!

Anônimo disse...

Que vídeo é esse, heim? Os beatles deixaram um legado fantástico e é isso que vale. O resto é lenda.

Marcelo

Anônimo disse...

Muito legal a matéria, mas você esqueceu de se referir à "suposta morte de Paul McCartney", também bastante conhecida em inglês como "Paul is dead" ("Paul está morto"), consiste basicamente em boatos de que Paul McCartney, integrante dos Beatles, teria morrido em um acidente em 1966 e sido substituído por um sósia. Em 1966, logo após o lançamento do álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar em virtude da dificuldade de tocar ao vivo os arranjos cada vez mais complexos e inusitados de suas músicas. Este fato, aliado a um acidente de carro sem maiores conseqüências sofrido por Paul McCartney, deu origem ao surgimento algum tempo depois do maior e mais duradouro boato de todos os tempos: o de que Paul McCartney havia morrido e sido substituído por um sósia.

Seu site é ótimo e trata a arte como ela deveria sempre ser tratada; como algo vital para a humanidade.

Valquíria Nunes de Paula

Anônimo disse...

Maravilha de matéria, meu querido Antonioni! O vídeo é marcante e na White House...chic, não? Esse sítio seu é que está chic demais!

Lucia Helena - Rio Águas

Dayana disse...

Não vejo motivos para estragar tão bela matéria com lendas urbanas de terceira categoria. Essa história da morte dele foi tão imbecil que demonstra que não é só aí no Brasil que o pop produz, TAMBÉM, ignorancia.

Karen disse...

Paul, Paul, Paul...
Era o grito do povo no Beira Rio. EU ESTAVA LÁ!
Com certeza um show Quase chorei vendo as fotos nos dias seguintes, pessoas de 2 a 80 anos curtindo juntos um som sem igual, com produção excepcional, e um show a parte na simpatia de Paul. Não há como explicar pra quem não estava a emoção que foi.

rodrigo disse...

Todos ustedes están felices de recibir este monstruo sagrado de la música pop en su país. El no tocar el río, qué lástima! El São Paulo y Rio Grande do Sul fiesta a Paul McCartiney. Asistiré a la Globo Internacional.

RHC

Anônimo disse...

Eu vou pra SAMPA assistir o Paul, Antonioooo...

Luana BH

Anônimo disse...

O artigo sobre o mais delicioso dos beatles arrasou, meu querido. Eu vou no show aqui em São Paulo. Tiraram do Morumbi, do meu tricolor paulista a honra da abertura da copa no Brasil, mas a compensação vem aí no sábado e você, com certeza, estará ligado na sua casa; no meu lindo Rio de Janeiro. Nesta corrente boa demais que é a musica. A única coisa que ando lamentando é seguir seu blog e não conseguir postar, a não ser como anônimo.

Esse blog não perde a mão e você é um administrador competente, querido Antonio.

Tudibão

Martha Sandroni

Magda Camila disse...

É HOJEEEE!!!!!!!!

Antonio Siqueira disse...

A quantidade incomum de comentários acerca desta matéria, demonstra o quanto se ama o Paul McCartney aqui no Brasil.

Karen querida, você teve o prazer de assistir esse showzaço aí em Porto Alegre no gigante Beira-Rio. Eu tive o privilégio de assisti-lo aqui no Rio, no Maracanã há quase 17 anos e posso dizer que foi um espetáculo magnífico!

Agradeço a manifestação de todos. Esse blog foi idealizado para quem ama a arte em todas as suas vertentes e segmentos e nesses quase 5 anos de ARTE VITAL, o prazer de postar e interagir com vocês é cada vez maior. Quem ama a arte, ama quem faz arte!

Um beijo a todos e tenham uma boa leitura.

Antonio Siqueira

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