domingo, 11 de julho de 2010

A Espanha entra para o Clube dos 8 com muita raça e fazendo valer o apelido de FÚRIA...

A Fúria manda 
no futebol mundial
Espanha conquista sua primeira copa do mundo com sofrimento e drama épicos.


Por Antonio Siqueira



















Casillas ergue a taça 
     Foram necessários quase um século e mais 120 minutos de futebol para que a Espanha conquistasse seu primeiro mundial. Além do inédito título e um dos artilheiros (David Villa), a Espanha se despede da Copa com mais duas marcas: uma positiva e outra negativa. Com apenas dois gols sofridos, a Fúria se iguala a franceses e italianos como campeã com a defesa menos vazada. Entretanto, os espanhóis, conhecidos pelo futebol ofensivo, marcaram apenas oito gols, tornando-se o campeão com menor número de gols. Muito drama, muita raça e determinação, aliados a um toque de bola refinado e com a entrada providencial de Fabregas.


     Uma final tensa e com a Holanda distribuindo muita porrada, assim foi a decisão da décima nona Copa do Mundo de Futebol. A Espanha cedeu ao revanchismo, o resultado foi assustador e jamais visto em uma final: um confronto marcado pelo alto número de cartões amarelos - 13, sendo oito para os holandeses. A Holanda explorou a marcação de pressão na saída de bola, no campo adversário.  Muitas chances claras de gol desperdiçadas, os mais novos campeões mundiais garantiram 56% da posse de bola, nos 120 minutos do jogo, que só foi definido no segundo tempo da prorrogação.

O gol sofrido


     Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria. Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro... A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.


     Eu assisti a 10 copas do mundo (das 19 edições), contando com esta última que terminou a pouco na África do Sul. Lembro de todas, inclusive a primeira, a de 1974, onde surgiu o futebol total da Holanda de Rinus Michel. O que me levou a crer que o futebol era um esporte muito difícil de ser praticado. A Laranja Mecânica de Rinus Michel (e do capitão mal educado e íntimo da bola, Johan Cruyff) com aquele futebol coletivo espírita tornavam as coisas complicadas demais para a minha cabecinha de 6 anos de idade. O esquema não vingou mais e com os mesmo resultados, depois da derrota da Holanda para a Alemanha, a dona da casa  em Monique. A Holanda de hoje estava decidida, bateu muito (Nunca vi uma final de copa tão violenta). Porém, concentrou as suas ações ofensivas no pé esquerdo  Robben e no oportunismo de Wellers Schneider. Quase leva o título. Mas a Espanha mereceu. A Espanha buscou essa taça com determinação e raça. E RAÇA é coração, é FÚRIA. Parabéns Espanha!

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Ontem a Alemanha conquistou o terceiro lugar em jogo eletrizante e equilibradíssimo. Vitória de virada sobre o Uruguai do goleador Diego Forlan. Parabéns aos gemanicos e aos hermanos uruguaios, que foram ótimos.
Parabéns ao Luiz Felipe Leite pela excelente narração do jogo na Rádio WEB Metropole de São Paulo. O escriba que vos fala acompanhou o jogo na companhia deste jovem talentoso, estudante do oitavo periodo de jornalismo na Universidade metodista de Campinas. E com comentários muito bons de Gabriel Araújo e de Ismail Filho. O detalhe é que Luiz Felipe tem 19 anos e o Gabriel..... 14 anos. O Ismail deve ser "guri" também. Entendem e muito de futebol e jornalismo esportivo.

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 Haveria um contra senso histórico muito forte se a Holanda fosse campeã mundial em uma terra que eles, os holandeses, tanto contribuiram para uma tortura étnica, para a grande segregação racial. Esquecer o que passou teve, hoje, um limite especial. E (creio eu)  estamos diante deste limite.

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E o Miroslav que não arrumou nada na sua cruzada para ultrapassar  Ronaldo Ex "Fenômeno" como maior artilheiro da história das copas? Ficou com 14 gols, atrás de Ronaldo, com 15 e à frente de seu compatriota, o também alemão, Gerd Muller (14 gols). Atrás também do francês Justi Fonteinne (13 gols numa só copa, a de 1958, vencida pelo Brasil)) e do Rei Pelé (12 gols). Para um atleta sem habilidade, perna de pau e limitado como o Mirus, é um feito épico.

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A Copa da África do Sul foi especial. Foi a copa dos Benue-Congo, dos Xhosa, dos Zulu, dos Swasi, dos Ndebele, dos brancos africâneres e, principalmente, a Copa de Nelson Mandela. A COPA DO MADIBA!

Aguardamos ansiosos a Copa do Mundo de 2014







   


  







6 comentários:

porridus disse...

Mais do que justo...justíssimo! Villa, Fabregas, Puyol, Casillas....só FODÃO! VIVA LA FÚRIA!!!!

Anônimo disse...

Ótimo fim de Copa aqui no seu blog, Antonioni! Parabéns pelas boas matérias e pela iniciativa. A final foi diferente e apoteótica.

abraços e até 2014

André

Anônimo disse...

Parabéns à Espanha, que jogou com muita raça, técnica e habilidade.
Ainda acho que a Alemanha foi o melhor time da copa, mostrou um futebol mais bonito; mas a vitória espanhola foi justa, por tudo o que tem representado o futebol espanhol nesses últimos anos.
Holanda, apesar de ter alguns talentos individuais, e pelo seu retrospecto em copas do mundo, achei que já merecia ter uma estrelinha em sua camisa. Porém, nesta final mostrou o verdadeiro exemplo de futebol arte... marcial, com entradas violentas e desleais caracterizando assim, a final mais violenta da história... e aquela entrada de Jong com o pé no peito de Xabi Alonso, levando apenas um cartão amarelo, mostra a incompetência e a conivência da péssima arbitragem num jogo tão importante.

Anônimo disse...

Premiação Completa - Copa 2010

MELHOR JOGADOR
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Bola de Ouro: Diego Forlán (Uruguai)*
Bola de Prata: Wesley Sneijder (Holanda)
Bola de Bronze: David Villa (Espanha)
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ARTILHEIRO
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Chuteira de Ouro: Thomas Müller (Alemanha) 5 gols, 3 assistências
Chuteira de Prata : David Villa (5 gols, 1 assistência)
Chuteira de Bronze: Wesley Sneijder (5 gols, 1 assistência)
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MELHOR GOLEIRO
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Iker Casillas (Espanha)
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MELHOR JOGADOR JOVEM
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Thomas Müller (Alemanha)
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FAIR PLAY
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Espanha



*Das seleções sul-americanas... apenas o Uruguai conseguiu se destacar. Além de chegar ás semifinais, o atacante Diego Forlán foi escolhido como o melhor jogador do Mundial.
Merecidamente, na minha opinião... jogou muito, foi realmente o melhor jogador do torneio.

Abraço a todos!

Antonio Siqueira disse...

Se todos os comentários fossem assim; com tanta riqueza detalhes...rs. valeu a participação e etaremos aqui em 2014. Talvez em um espaço criado só para a Copa do Brasil.

abraços e gratíssimo pelas excelentes informações

Antonio Siqueira

Márcio Donizete disse...

Parabéns pelo blog e a Fúria perde agora sua fama de "amarelona". A geração espanhola é muito boa, e por isso, um título mundial seria a consagração de atletas que jogam muita bola, com um estilo rápido de jogo e que encanta quem vê.

E valeu pelos elogios da Webmetrópole.

Abs

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